Suspeite da “maioria”

Depois que fiz uma apresentação sobre Génesis como história literal, incluindo considerar os seis dias da criação como dias comuns, conforme o contexto exige, um pastor me desafiou sobre nossa posição de uma terra e universo jovens. O pastor disse: “Eu simplesmente não posso aceitar sua insistência de uma terra e universo jovens, porque a maioria dos cientistas aceita milhões de anos. Certamente a maioria dos cientistas não poderia estar tão errado sobre esta questão.”

Eu respondi: “Mas só porque a maioria acredita em algo não significa que isso seja correto”.

O pastor respondeu: “Mas a maioria dos cientistas usa todos esses métodos de datação. Eu simplesmente não posso aceitar que a maioria dos cientistas possa estar tão errado.”

Afirmei então: “Mas houve muitos casos no passado em que pude mostrar-lhe onde a maioria dos cientistas acreditava em algo, mas estava errada. Em meados do século XIX, a maioria dos médicos não acreditava que lavar as mãos ajudasse a impedir a propagação de doenças. A maioria errou. Foi a minoria que acertou”.

Ele respondeu novamente: “Mas como a maioria pode estar tão errada sobre a idade da terra? Milhões de anos versus milhares é tão diferente. Eu simplesmente não consigo entender como a maioria dos cientistas pode estar tão errada.”

Um pouco frustrado, deixei escapar: “A maioria dos cientistas não acreditava que tinha havido uma inundação global nos dias de Noé. A maioria errou”.

Ao longo dos anos, muitos cristãos usaram o mesmo argumento de que precisamos confiar na maioria quando se trata de evolução e milhões de anos. Mas quando se trata de questões que não podemos observar diretamente ou testar repetidamente, como o tópico das origens, insisto que precisamos suspeitar imediatamente da crença da maioria. E porquê isto? Porque não podemos ignorar o estado espiritual do homem. Considere a Palavra de Deus:

  • O coração do homem: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente doente; quem pode entendê-lo?” (Jeremias 17:9).
  • O estado da maioria: “Entrai pela porta estreita. Pois larga é a porta e fácil o caminho que conduz à perdição, e são muitos os que entram por ela. Porque estreita é a porta e árduo é o caminho que conduz à vida, e são poucos os que a encontram” (Mateus 7:13-14). A maioria está no caminho errado.
  • O viés de um coração pecaminoso: “E os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más” (João 3:19).
  • O coração de uma pessoa determina sua visão de mundo: “Pois a boca fala da abundância do coração” (Lucas 6:45).

Então, para um cristão, entendemos que devemos desconfiar do que a maioria acredita quando se trata de origens – propósito e significado da vida – porque o coração do homem é contra Deus. Mas podemos testar o que a maioria afirma contra a palavra daquele que nunca mente e sabe tudo – a autoridade absoluta da Palavra de Deus. Precisamos ser como os bereanos em Atos 17:11, que examinavam “diariamente as Escrituras para ver se essas coisas eram assim”. Isso é como testar o que a maioria acredita e ver se é assim!

Artigo original em https://answersingenesis.org/theory-of-evolution/millions-of-years/suspicious-majority/ por Ken Ham

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